
Lula: Brasil é um dos países menos afetados pela "loucura" da guerra contra o Irã
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou recentemente que o Brasil está, em grande medida, protegido das consequências econômicas do atual conflito no Oriente Médio, ao qual se referiu como a "loucura da guerra movida contra o Irã".
As declarações foram feitas durante o discurso do presidente na cerimônia de abertura da Hannover Messe, a maior feira de inovação industrial e tecnologia do mundo, realizada na Alemanha, onde o Brasil participou como país parceiro.
"Nós não estamos sofrendo com a disparada do preço do petróleo como muitos outros países, porque o nosso governo tomou medidas preventivas, e o Brasil só exporta 30% do seu óleo diesel", destacou o presidente, transmitindo tranquilidade sobre a estabilidade econômica interna em meio à volatilidade global.
Críticas duras à ONU e ao conflito
Em seu discurso, Lula não poupou críticas à guerra travada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, com declarações direcionadas ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
"Enquanto astronautas sobrevoam a Lua, bombardeios matam indiscriminadamente civis, mulheres e crianças no Oriente Médio", afirmou Lula.
Ele prosseguiu condenando as estruturas de governança internacional, acrescentando que "alguns membros permanentes do Conselho de Segurança agem sem o respaldo da Carta da ONU".
O presidente brasileiro também alertou para as facetas modernas e devastadoras do conflito, condenando o uso ilegal de Inteligência Artificial para a seleção de alvos militares.
O custo econômico global
Para além da crise geopolítica imediata, Lula descreveu os graves efeitos econômicos em cadeia sentidos em todo o mundo — efeitos dos quais, segundo ele, o Brasil conseguiu se proteger. O presidente citou o aumento dos custos de energia e transporte, a escassez de produtos agrícolas e o avanço da insegurança alimentar no planeta.
"São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos. O protecionismo ressurge como uma resposta falaciosa a problemas econômicos e sociais complexos", argumentou.
Fortalecimento dos laços com a Alemanha
Durante a viagem diplomática, o presidente Lula cumpriu uma série de reuniões de alto nível em Hannover, incluindo um encontro bilateral com o chanceler alemão Friedrich Merz. Na chegada, foi recebido com honras militares no Palácio de Herrenhausen.
Após a cerimônia de abertura da Hannover Messe, Lula encerrou essa etapa de sua agenda com um jantar de negócios oferecido pelo chanceler alemão. O evento reuniu altos executivos das indústrias brasileira e alemã, sinalizando o esforço contínuo de fortalecimento dos laços comerciais entre os dois países.
(Adaptado da CNN Brasil)
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